Trincas em solda: conheça as causas e formas de prevenir

A solda é amplamente utilizada na indústria metalúrgica e metalmecânica. Um defeito de soldagem pode comprometer toda a utilidade de uma peça, gerando desperdício de matéria-prima. As trincas em solda são um dos defeitos mais recorrentes e por isso hoje vamos abordar as suas causas e métodos de prevenção.

Tipos de trincas em solda

Existem diferentes tipos de trincas em solda, essa variação se deve principalmente a distribuição de temperatura durante o processo de soldagem. 

Veja abaixo os três tipos mais comuns de trincas em solda:

Trinca a quente

Esse tipo de trinca em solda também é chamada de “trinca de solidificação”. Ela ocorre no centro da poça de fusão da solda, podendo acontecer em todos os metais. 

No caso dos aços e ligas não ferrosas, ela pode ocorrer porque o metal de base possui uma faixa de temperatura de solidificação maior do que outras ligas. Sendo necessário um metal de adição com elementos que reduzem a faixa de temperatura de solidificação.

Trinca a frio: 

As trincas em solda a frio são um dos defeitos mais comuns em soldagem industrial e também, um dos mais graves. Elas podem surgir na superfície, no metal de solda ou na área afetada pelo calor intenso. Por conta da geometria aguda em suas extremidades, elas acumulam altos níveis de tensão, podendo gerar novas trincas e o rompimento da estrutura soldada.

Ela pode ocorrer depois da solda ter sido finalizada, quando a temperatura do metal começa a cair. Por conta disso, a trinca a frio pode se formar horas ou até dias depois da soldagem. 

O hidrogênio é absorvido e fica na poça de fusão em sua forma atômica a solda ficar sólida. Então, o hidrogênio atômico é difundido no metal, alcança a zona termicamente tratada (ZTA) e se acumula nos vazios presentes, voltando a sua forma molecular. Isso aumenta a pressão localizada, facilitando o surgimento da trinca. Algumas das principais causas:

  • Presença de hidrogênio na região a ser soldada;
  • Formação de microestrutura suscetível (elevada dureza);
  • Solicitação das tensões residuais e externas.

Trinca de cratera

Elas ocorrem no fim do processo de soldagem antes de o operador finalizar o passe na junta de solda. Geralmente, as trincas em solda de cratera se formam próximas do fim da solda, quando a poça de solda resfria e se solidifica.

Quando isso ocorre, a poça de solda precisa ter volume suficiente para superar o encolhimento do metal de solda. Caso contrário, formará uma trinca na cratera.

Como prevenir as trincas em solda

No caso das trincas a frio, uma das melhores formas de prevenção é impedir que o hidrogênio fique retido em sua forma atômica no cordão soldado. Para isso, vale realizar o tratamento térmico de pré-aquecimento da peça a ser soldada. Isso diminui a velocidade do resfriamento, aumentando o tempo de difusão para o hidrogênio sair da poça de fusão.

Outra dica importante é utilizar um metal de adição com boa solubilidade de hidrogênio. No caso das trincas na cratera, é importante verificar se se a cratera está devidamente preenchida. 

Algumas das principais formas de prevenir as trincas em solda:

  • Realize o tratamento térmico de pré-aquecimento da peça a ser soldada;
  • Garanta um resfriamento adequado da área soldada;
  • Remova as impurezas;
  • Utilize o metal apropriado para adição e base;
  • Tenha cuidado para soldar uma área seccional suficiente;
  • Utilize a velocidade de soldagem e a amperagem adequadas.

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